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Eduardo Razuk preso: R$ 100 milhões em rifas, diz polícia

Em 18 de agosto de 2026, veículos como UOL e Campo Grande News noticiaram que o influenciador Eduardo Razuk foi preso em Campo Grande (MS) durante uma operação da Polícia Civil que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. O irmão dele, Rafael Razuk, também foi preso, e carros de luxo foram apreendidos na operação.

Segundo reportagem do g1 MS e TV Morena, a ação foi chamada de Operação Rodas da Sorte. A Polícia Civil afirmou que o grupo investigado movimentou mais de R$ 100 milhões em seis meses com rifas de carros de luxo supostamente ilegais. Além dos irmãos Razuk, outros dois homens foram presos, um no Rio de Janeiro e outro na Paraíba, conforme a reportagem.

A defesa, segundo o Campo Grande News, nega irregularidades e afirma que as operações financeiras e os sorteios seriam legalizados, documentados e lícitos. Ao g1, os advogados informaram que ainda não tinham acesso integral à investigação nem à decisão judicial, mas sustentaram que os sorteios realizados eram legais. Até a publicação dessas reportagens, o caso era uma investigação: suspeita, prisão preventiva, busca e apreensão não são condenação.

O ponto central para quem compra rifa

O caso ganhou repercussão porque envolve um formato muito comum no Instagram: rifas de carros de luxo vendidas por influenciadores. Para o comprador, a pergunta prática não é se o influenciador é famoso, se entrega prêmios em vídeos ou se tem muitos seguidores. A pergunta é:

essa campanha específica tem autorização, regulamento, CNPJ responsável e forma de sorteio auditável?

Sem isso, o risco jurídico e financeiro sobe bastante.

Linha do tempo pública do caso

DataFato noticiado
2019 em dianteSegundo a Polícia Civil citada pelo g1, os investigados realizariam rifas sem autorização desde 2019.
Abril de 2020Reportagens citam prisão em flagrante anterior por suspeita de receptação, com soltura após fiança.
2021Reportagens locais registram questionamentos sobre sorteios de carros de luxo e venda de cotas digitais.
2024Campo Grande News noticiou disputa cível relacionada a um Audi S3 sorteado em 2022. Ser réu em ação cível não significa condenação criminal.
2025A investigação afirma que o grupo teria mudado de estratégia e buscado empresas em outros estados para dar aparência de legalidade aos sorteios.
18 de agosto de 2026Polícia Civil prendeu Eduardo Razuk, Rafael Razuk e outros dois investigados na Operação Rodas da Sorte.

O que a polícia diz que investigou

Segundo o g1, a Dercc apontou três eixos de suspeita:

Ainda de acordo com a reportagem, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraíba. Em Campo Grande, a polícia apreendeu 22 veículos de luxo avaliados entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, além de relógios.

Como seria o modelo investigado

A versão da polícia, relatada pelo g1, é que as cotas eram vendidas pelas redes sociais e que alguns sorteios movimentavam cerca de R$ 2 milhões. A partir de 2025, segundo o delegado Pedro Henrique Pilar Cunha, empresas de outros estados teriam sido usadas para intermediar a operação e criar uma suposta autorização para os sorteios.

Esse ponto é importante para qualquer comprador: não basta uma campanha dizer que é “legalizada”. É preciso saber quem autorizou, qual processo cobre o sorteio, qual empresa responde pela operação e se essa autorização realmente vale para aquele tipo de campanha.

Quem comprou cotas pode ter problema?

Segundo o delegado citado pelo g1, em princípio, quem comprou rifas ou recebeu prêmio não seria responsabilizado criminalmente apenas por participar dos sorteios. A situação poderia mudar se houvesse comprovação de envolvimento da pessoa com práticas criminosas.

Para o comprador comum, o risco mais imediato costuma ser outro: pagar por uma campanha sem fiscalização suficiente, sem garantia prática de entrega e sem caminho claro de reclamação se algo der errado.

Como verificar uma rifa de carro antes de comprar

  1. Procure o CNPJ da empresa responsável no regulamento.
  2. Confira se há autorização oficial para a campanha atual, não apenas para campanhas antigas.
  3. Veja se o sorteio usa uma base externa verificável, como extração oficial.
  4. Leia prazo e condições de entrega do prêmio.
  5. Pesquise reclamações e processos públicos.
  6. Desconfie de urgência artificial, bônus agressivo e falta de regulamento.
  7. Compare o rifeiro com dados públicos em um diretório independente.

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Fontes consultadas

Este texto é informativo, baseado em reportagens públicas e respeita a presunção de inocência. Não afirma culpa, condenação ou ilegalidade definitiva de pessoas investigadas.

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